Devido às caraterísticas do seu solo xistosos
e do seu clima, crescem aí as castas - e são muitas: 115, e todas se distinguem
pelo recorte da sua parra - que originam o famoso e antiquíssimo néctar: o
nosso vinho do Porto.
Está bem patente ainda nos mortórios: espaços
selvagens nas encostas do Douro, resultantes de vinhas mortas pela filoxera,
que não foram recuperadas, e que não o podem ser atualmente por serem
Património da Humanidade.
Seguiu-se o percurso até ao restaurante
“Varandas da Régua”.
A seguir ao almoço esperava-nos a cidade de
Lamego, uma cidade antiga, de antes da nacionalidade, do ano 1047.
Figuram neste Museu vinte e sete objetos
classificados como Tesouros Nacionais, dos quais saliento um conjunto de quatro
tapeçarias flamengas que ilustram a história de Édipo, filho do rei de Tebas.
Segundo uma lenda da Mitologia Grega, contada
por Sófocles - um escritor-dramaturgo grego -, Édipo matou o pai e
casou com a mãe. Esta lenda está representada nos ornamentos dessas quatro tapeçarias,
que parece ser as únicas no mundo a ilustrarem esse tema.
Visitamos depois a Sé de Lamego, a poucos metros
do Museu, fundada em 1129.
Por último seguimos para o Santuário da
Senhora dos Remédios, localizado no monte de Santo Estêvão, em cuja vertente
frontal assenta a majestosa escadaria que lhe dá acesso desde a cidade,
servida por uma larga avenida no enfiamento do Centro Histórico. E essa é a
belíssima imagem que carateriza a cidade de Lamego em qualquer compêndio ou
cartaz.
Por fim, na “Presuntoteca” fomos presenteados
com diversos sabores de Lamego: presunto, salpicão, queijo e chouriço, e aí
lanchámos.
Regressámos a Barcelos felizes, com os olhos
e o coração repletos de alegria, pelo convívio, pela beleza que observámos e
absorvemos, e porque carregámos a mochila dos nossos saberes com mais alguns
conhecimentos.
O nosso bem-haja aos amigos que nos
acompanharam e consideramos, já, como elementos integrantes do nosso grupo.
Lions Clube de Barcelos
29/09/2018